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Projeto de estudantes de Arquitetura e Urbanismo da UFPR será implementado em associação de materiais recicláveis

O grupo venceu concurso nacional e conquistou a oportunidade de contribuir com o espaço de lazer para agentes de reciclagem em Curitiba #AgenciaEscolaUFPR

Por Maria Fernanda Mileski
Edição Chirlei Kohls

Estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram os vencedores do concurso nacional Projeto Eco Frank, que buscou soluções para a área de lazer de uma associação de materiais recicláveis localizada no Uberaba, bairro de Curitiba (PR). Apenas estudantes puderam participar e os três primeiros colocados foram da UFPR. Acima da conquista do pódio, o concurso endossa a contribuição na formação de quem está na graduação e a possibilidade de alunos contribuírem com a sociedade através dos seus conhecimentos.

A proposta campeã foi a dos estudantes Amanda Sayuri Hashimoto, Gabriela Simm Stanga e Leonardo Costa Monte Júnior, do sexto período do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR. O projeto por eles desenvolvido será implementado na Associação Eco Frank a partir do mês de abril e será aproveitado por todos os associados e associadas durante as suas rotinas de trabalho no local, assim como por suas famílias.

Segundo Amanda, o projeto desenvolvido pela equipe teve como principal objetivo oferecer um espaço de conforto, funcionalidade e interação das pessoas com o ambiente, para contribuir com os momentos de lazer, descanso e reuniões descontraídas fora do horário de trabalho. “Com essas intenções em mente, fizemos uso de elementos que proporcionam a interação e conexão tanto entre os próprios frequentadores de tais espaços quanto deles com elementos naturais, incentivando assim um sentimento de pertencimento e cuidado com o lugar”.

As preocupações do grupo no desenvolvimento do projeto vão de encontro com a proposta do concurso Projeto Eco Frank, idealizado pela Modular Jr., empresa júnior de Arquitetura e Urbanismo da UFPR. Entre os objetivos está a intenção de aproximar os estudantes à realidade dos agentes de reciclagem e sensibilizar o olhar desses futuros profissionais para a cidade, a sustentabilidade e a inovação.

O projeto vencedor

Entre as considerações dos avaliadores do concurso, outras soluções propostas pela equipe campeã para a área de lazer da Associação Eco Frank foram destacadas como pontos positivos, a ponto do projeto ser escolhido para ser executado. Além do conforto, funcionalidade e interação que os primeiros colocados levaram em consideração, outro detalhe importante foi a presença de elementos naturais, como plantas e vegetais para cultivo.

Gabriela ressalta que “conexão” é a palavra-chave do projeto proposto por eles. Para isso, buscaram indicar alternativas em que os associados possam realizar atividades que gostam. “Para o espaço interno, por exemplo, sabíamos que eles têm o costume de realizar refeições juntos e trazer as crianças para a Associação em momentos de necessidade. Externamente, o programa nos apontava a necessidade de pensar na realização de churrascos e na coexistência de fumantes e não fumantes”, explica a estudante.

O reaproveitamento também esteve presente no plano do grupo, que buscou a economia no orçamento de execução do projeto e a afirmação de valores que são muito presentes para aqueles que fazem parte de uma associação de reciclagem. “Buscamos elaborar espaços de lazer e descanso voltados para os trabalhadores da Eco Frank, sempre atentando para a economia de recursos e visando a reutilização de materiais – assim como o próprio princípio da entidade”, defende Leonardo.

Conheça mais sobre o projeto aqui.

Retorno para a sociedade

Além de aproximar estudantes de Arquitetura e Urbanismo à realidade de agentes de reciclagem, o concurso também oferece aos discentes a oportunidade de desenvolver outros conhecimentos que não são abordados em sala de aula. Quem explica sobre isso é Daniela Bermúdez, integrante da Modular Jr. e da comissão organizadora da disputa.

Para ela, é importante que os futuros profissionais vejam além das escalas de prédios comerciais e residenciais, mas também projetos que possam retornar para a sociedade. “Esperamos que os participantes do concurso tenham percebido a necessidade de que todos tenham um trabalho digno, um espaço de lazer, e que os trabalhos são importantes e devem ser valorizados. As pessoas da Associação são muito queridas, simpáticas e merecem essa visibilidade que estão recebendo”, afirma Daniela.

O espaço de lazer projetado pelos estudantes será aproveitado pelos associados, associadas e suas famílias. Foto: Reprodução/Gabriela Simm Stanga

A Associação Eco Frank existe desde 2017, quando foi fundada para tirar agentes de reciclagem do trabalho nas ruas e levá-los a um barracão, mais seguro. Quem detalha sobre isso é o presidente da entidade, Renato Silva. “Foi criada com esse intuito, para trazer os catadores para dentro da Associação como associados e terem ganhos maiores na renda salarial”.

O presidente ainda completa que o novo espaço, construído a partir do projeto da Amanda, Gabriela e Leonardo, vencedores do concurso, vai contribuir para o bem-estar dos associados. “Será para que eles tenham uma área de lazer e descanso, também para oferecer uma comunidade melhor, com uma cozinha mais acessível, e melhorar o trabalho”, conclui Renato.

O segundo e terceiro colocados no concurso também foram projetos de estudantes da UFPR. Ao todo, foram 31 equipes inscritas, de quatro estados brasileiros (Paraná, Santa Catarina, Pará e Rio Grande do Sul), que foram julgadas por uma banca composta por seis especialistas, entre profissionais do mercado, professores universitários e o presidente da Associação, Renato.

Formação dos estudantes

A execução do projeto que conquistou o primeiro lugar no competição, desenvolvido pela Amanda, Gabriela e Leonardo, será realizada em parceria com a Modular Jr., com a supervisão e orientação da arquiteta e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo Andrea Berriel. A primeira etapa aconteceu com uma visita dos estudantes na Associação Eco Frank. As próximas fases são de reuniões, aprimoramento da proposta campeã e, por fim, construção.

Andrea Berriel destaca que iniciativas como o concurso Projeto Eco Frank são uma oportunidade para que estudantes possam se desenvolver profissionalmente e pessoalmente, como cidadãs e cidadãos. “É uma oportunidade que eles têm de aprender fora dos limites da universidade e desenvolver suas habilidades técnicas, com a extraordinária e empolgante perspectiva de colocar as mãos na massa e executar o projeto, colaborando de maneira efetiva para melhorar a vida das pessoas”, sugere a professora.

Amanda, Gabriela e Leonardo com Renato, presidente da Associação, em visita ao local onde será implementado o projeto campeão do concurso. Foto: Gabriela Simm Stanga/Divulgação

Essa contribuição é refletida nos depoimentos dos estudantes. “Fazer a proposta para o concurso nos ajudou ainda mais a lidar com a pressão dos prazos e a trabalharmos em equipe. Tivemos que pensar em soluções mais criativas, tendo em vista a redução orçamentária e as limitações estruturais do espaço já construído”, é o que afirma Gabriela.

Já Amanda relata que a experiência ensinou aos futuros arquitetos conhecimentos além do acadêmico. “Foi possível tirar muitos aprendizados do concurso e passar por ele permitiu um crescimento e superação pessoal, tanto em nossas formações quanto como jovens adultos”.

Por fim, é Leonardo quem relembra que um dos destaques do projeto por eles desenvolvido foi um aprendizado que vai considerar em seu desempenho profissional. “Agora nós sabemos que é possível criar um bom projeto utilizando materiais reutilizados. Isso gerou um impacto muito importante nas nossas vidas e agora vemos como conseguimos aproveitar o que já está ao nosso alcance”, completa.

Foto destaque: Reprodução/Gabriela Simm Stanga

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Sobre a Agência Escola UFPR

A Agência Escola UFPR, a AE, é um projeto criado pelo Setor de Artes, Comunicação e Design (SACOD) para conectar ciência e sociedade. Desde 2018, possui uma equipe multidisciplinar de diversas áreas, cursos e programas que colocam em prática a divulgação científica. Para apresentar aos nossos públicos as pesquisas da UFPR, produzimos conteúdos em vários formatos, como matérias, reportagens, podcasts, audiovisuais, eventos e muito mais.

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